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Quando o czar Pedro I da Rússia chegou ao poder, em maio de 1682, ele tinha uma única e furiosa meta em mente: MODERNIZAR A RÚSSIA, e para ele isso significava torna-la cada vez mais parecida com o Ocidente, inclusive no modo de trajar, e os maiores obstáculos a essa modernização era o comportamento retrógrado dos boiardos, o título em russo de seus nobres - eles eram também muito violentos, mas quem se importa com isso? Querendo acabar com a "marra", ou a resistência, dos boiardos, Pedro ordenou que grupos de soldados fossem aos lugres onde eles eram mais frequentes, em especial nas vilas do interior da Rússia, e, de posse de uma decreto real, os forçassem ali mesmo a adotar um exterior ocidentalizante, a começar pela redução do tamanho das barbas - no ocidente voltara a moda da cara lisa, além das perucas brancas - e o tamanho de suas longas vestes, parecidas com uma sobrepeliz, caríssimas. E não adiantava reclamar, como faz o boiardo à direita, quando o soldado, um homem do povo, daqueles que muitos boiardos espancavam até à morte por motivo fútil, lhe toca o ombro. O boiardo mais a direita já está de acordo com a lei. Violência para conseguir mais civilização e costumes mais doces, costuma ter o efeito justo oposto. Aliás a selvageria sempre torna de debaixo do tapete, como vemos na Rússia de hoje. Abaixo a estranheza que a moda feminina ocidental, do início do século XVIII, causava no povo da Rússia de então. Até o cachorro está curioso. A mulher da esquerda, de mãos postas, como que incrédula, a dizer, "como é que você tem coragem de mostrar tudo isso", mirando o decote, o cabelo e metade dos braços nus. A babushka não quer nem olhar, já o velho e o rapaz, nas extremidades, não parecem tão desaprovadores.
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