27 abril 2024

GLAUBER BRAGA, O SOCIALISTA SINCERO...



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Eduardo Simões (a Margarida Guimarães)

Quanto Lula e o PT ganharam as eleições de 2022, a frase que mais se ouviu, da parte da esquerda, foi: “O AMOR VENCEU!” Contrapondo-se ao seu adversário, qualificado como portador do DISCURSO DE ÓDIO, amparado por um certo GABINETE DO ÓDIO, amplamente repetido e difundido pela EXTREMA IMPRENSA ou IMPRENSA MILITANTE, em especial os veículos de mídia da REDE GLOBO, e nesta a GLOBO NEWS.

Enlevados por tanto amor, a gente chegou a imaginar que a tola e contraproducente polarização acabaria num passe e mágica, e por isso muitos nem perceberam as palavras de Lula, já na posse, quando acusou seu adversário de “genocida” várias vezes, sem que qualquer juiz do STF, emitisse qualquer declaração, pelos menos pedindo serenidade, ou quando muito, coerência com o discurso de AMOR e RECONCILIAÇÃO NACIONAL, que o presidente e os seus faziam, nas entrevistas antes de depois das eleições.

Tampouco as pessoas se deram conta da gravidade da omissão das autoridades do governo eleito, no rumoroso episódio do 8 de janeiro, complementada pela destruição de várias horas de tumulto gravadas pelas câmaras de segurança dos prédios dos 3 Poderes, por ordem do “MINISTRO DA JUSTIÇA”, posteriormente premiado com uma vaga no Supremo Tribunal Federal, que permitiram, na ausência das provas destruídas, criar uma justificativa de “golpe”. A extrema imprensa, tentou colar a etiqueta de TERRORISMO nessa mazurca absurda, e criou-se um ambiente de CAÇA ÀS BRUXAS, mas só àquelas que faziam parte do redil do candidato derrotado – toda sorte de ilegalidade tem sido apontada, por quem se diz especialista, no inquérito aberto e conduzido pelo Supremo, movido pela máxima: “QUEM AMA NÃO PERDOA, E ATÉ MATA”, como aconteceu com um pai de família cardíaco, mantido 7 meses em prisão preventiva...

E assim nós vivemos realidade paralela, onde o governo e os seus áulicos, dentro e fora das estruturas políticas, reforçavam o discurso de AMOROSIDADE, PACIFICAÇÃO NACIONAL e PROGRESSO INSTITUCIONAL, quando os fatos apontavam para o contrário.  Coube a um deputado federal socialista, mostrar a todos a verdadeira natureza e a intenção da 'esquerda' no poder em nosso país.

No dia 16 de abril, o Deputado Federal Glauber Braga, do PSOL, Partido socialismo e Liberdade (pode existir algo mais contraditório?), teve um ataque de coerência e sinceridade explícita, quando avançou contra um militante e desafeto político do MBL, o jovem Gabriel Costenaro, do Rio de Janeiro, que fora ao CONGRESSO NACIONAL apoiar a pauta de reivindicações dos motoristas de aplicativos. As câmeras o mostram assuntando selvagemente o militante, puxando ostensivamente a sua gravata, e sem que este mostrasse qualquer sinal de reação, o desvairado começou a empurrá-lo PARA FORA DO PRÉDIO DO CONGRESSO NACIONAL!!!! E chegando fora chutou-o..........

Quem visse essa cena diria: TÁ DANDO, ZEBRA? Imaginem um coronel antigo, desses mais truculentos do sertão, no início do século XX, desses que os esquerdistas reviram estômago e olhos só de mencionar ao condená-los ao pior dos infernos socialistas, essa foi exatamente a postura de Braga, e, pior ainda, ele não se acalmou, apesar de seus assessores tentarem de todos os modos conte-lo e chama-lo à razão, e perseguiu o rapaz, que queria voltar para DENTRO DO PRÉDIO DO CONGRESSO NACIONAL....

Isso até me lembra a política brasileira que era praticada no fim do século XIX e início do XX, e vejo como essa juventude ama seus antepassados, inclusive os mais brutos, inclusive naquilo que as pessoas respeitáveis mais abominavam: o PATRIMONIALISMO, quando os velhos coronéis dos mais abandonados rincões se apropriavam da coisa pública e a usavam como se fosse sua. Este velho professor de História quase chega às lágrimas. Só que, neste caso, ninguém sabia que o deputado Glauber Braga havia comprado ou alugado o PRÉDIO DO CONGRESSO NACIONAL... Deve ter feito muita hora extra, ou como diria Lula: “ele é o Ronaldinho da ocupação de prédios públicos". O MST não sabe o que está perdendo.

Não satisfeito, saiu dali e foi procurar briga com o seu colega deputado Kim Kataguiri, o qual acusou de “DEFENSOR DO NAZISMO”, ou seja, à mais insana violência e descontrole emocional, o deputado somou uma ignorância cavalar da história, em especial sobre a natureza do regime nazista, que, segundo essa mesma 'esquerda', é o seu maior inimigo. Isso é o que dá assistir aulas de história com professores doutrinadores. O deputado Braga quis dar demonstrações de seu amor incondicional, segurando os braços de Kataguiri, querendo partir para cima, sendo necessário a ação de seguranças para conte-lo outra vez, como acontecia com aquele tal, que vivia escarafunchando os cemitérios de Gadara, na Palestina, no tempo de Jesus, e que nem correntes o seguravam. Graças a Deus hoje existem CAMISAS DE FORÇA, que, a partir desse episódio, deviam ser incluídas no arsenal de suporte durante os debates no Congresso Nacional. Vade retro!

A desculpa do deputado por esse destrambelhamento, era que Costenaro era adversário político de sua mãe, no seu estado de origem, o Rio de Janeiro, e havia ameaçado de morte a “maman”, e por causa disso a piração toda. Mas a mãe dele, por acaso, mora no PRÉDIO DO CONGRESSO NACIONAL? Vai se mudar para lá? Olha o trabalho que dá varrer tudo aquilo, limpar as vidraças, etc. sem falar que um ambiente é muito mal afamado, e só é recomendável a mamãe entrar depois que os senhores deputados, senadores tiverem saído....

Mas quem imaginava que o deputado e sua tchurma sairiam com elegância, ou com amor, o amor tradicional a que estávamos acostumados, antes da chegada dos socialistas, e que, após esfriar a cabeça, e perceber o tamanho da asneira, o deputado se desculparia, como um bom adepto do GOVERNO DO AMOR, enganou-se. O amor desse governo, escorado no seu órgão de censura, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, é  AMOR DE BANDIDO.

Num evento de fanáticos socialistas; desses que já perderam a muito tempo a capacidade de esconder o ódio visceral que sentem por todos que pensam diferente deles, coincidentemente servidores das universidades federais públicas, o ilustre deputado proclamou o seguinte, misturando um punhado de mentiras a um ódio profundo e até genocida, digno, segundo as os socialistas, apenas da extrema-direita: “É fundamental que essa luta seja traduzida no ANIQUILAMENTO daqueles que querem destruir os institutos federais e as universidades públicas brasileiras: os liberais e fascistas de plantão” (https://oantagonista.com.br/brasil/deputado-do-psol-clama-por-aniquilamento-dos-liberais/#google_vignette). Só faltou um jornalista da Globo News dizer que isso foi uma “brincadeira”.

Processa-se assim, de maneira quase literal, o acordo que previra Friedrich Hayek, a respeito da união natural da extrema esquerda e da extrema direita, em seu livro O caminho da servidão (5ª edição; Instituto Liberal; Rio de Janeiro, 1990), em direção a um consenso que levaria ambas as correntes a combater o seu inimigo por natureza: o liberalismo, uma vez que fascismo e comunismo diferem apenas no método.

Depois de citar Max Eastman, um comunista que mais tarde virou fascista, Hayek diz: “Não menos significativa é a história intelectual de muitos líderes nazistas e fascistas. Todos os que têm observado a evolução desses movimentos... surpreenderam-se com o número de líderes, começando por Mussolini (sem excluir Laval [da França] e Quisling [Noruega])  que a princípio eram socialistas e acabaram se tornando fascistas ou nazistas... A relativa facilidade com que um jovem comunista podia converter-se num nazista ou vice-versa era notória na Alemanha... na década de 30, muitos professores universitários conheceram estudantes ingleses e norte-americanos que, regressando da Europa [especialmente França, Alemanha e Itália], não sabiam ao certo se eram comunistas ou nazistas – sabiam apenas que detestavam a civilização liberal do Ocidente” (p 51-52).

Após citar um autor que dizia que o liberalismo era o sistema mais odiado por Hitler, Hayek lembra que: “este ódio teve poucas oportunidades para se manifestar na prática simplesmente porque, ao tempo em que Hitler subiu ao poder, o liberalismo [que nunca dispôs de uma grande base social durante o II Reich], para todos os efeitos estava morto na Alemanha. O socialismo [que aí prosperara, perfeitamente adaptado ao estado autoritário prussiano] o havia liquidado” (p 52).

Ao colocar o liberalismo ao lado do fascismo, a esquerda brasileira busca criar, junto à opinião pública, uma justifica para exterminar todos aqueles que lhe fazem oposição séria e sistemática, por causa da natureza diferenciada dos sistemas, enquanto deixa em aberto associações que facilitam a vida ora de um como do outro extremo, como aconteceu com a derrocada da Lava Jato começada pelas iniciativas do presidente Jair Bolsonaro, visando proteger seu filho Flávio, e que favoreceu Lula; e mais tarde na associação do PL com o PT para derrubarem Sergio Moro e ficar com sua vaga no Senado, entre outros, autorizando-nos a dizer que tanto o desempenho de Dilma, que era do PT, foi fundamental para a eleição de Bolsonaro, assim como o desempenho de Bolsonaro, que é de “extrema-direita”, facilitou a eleição de Lula, pela “extrema-esquerda”. 

E quanto aos liberais? Segundo Hayek, para nazistas e comunistas “é impossível qualquer tipo de entendimento com os que realmente acreditam na liberdade individual” (p 52) E se vier algum tipo de “aniquilamento”, no estilo Glauber Braga, contra os liberais, tenhamos certeza de que isso será feito com todo AMOR.

Se você duvida pergunte a um jornalista da Globo News.

 


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