O POVO QUE SE ENVERGONHA DE SUA HISTÓRIA NÃO MERECE TER UMA
Em abril de 2014, o povo da pequena comuna francesa de Fontainebleau saiu às ruas vestido com roupas da época, para rememorar um fato famoso que aí aconteceu a 200 anos atrás: a despedida de Napoleão Bonaparte de sua Velha Guarda, a tropa de elite que fazia sua segurança e decidia as batalhas mais difíceis, antes de partir para o exílio na ilha de Elba, conforme acordado no Tratado de Fontainebleau, assinado aí mesmo, em 11 de abril de 1814, após o qual ocorreu uma famosa e emocionante despedida, quando os rudes soldados veteranos, choraram de vergonha pela derrota e o consequente exilio de seu comandante, que era um camarada para eles. Em Waterloo, no ao seguinte, eles se deixarão matar até o último, mas não se renderão.
Napoleão é um personagem controverso, os franceses bem o sabem, mas também é parte importante da história da França, e certamente a cultura francesa de hoje muito lhe deve, no que tem de qualidades e defeitos. Napoleão foi o passado inevitável, resultado das circunstâncias e das possibilidades da época. Precisamos aceitar e agradecer pelo nosso passado, pelos nossos ancestrais, enquanto no esforçamos para não repetir os seus erros e aprimorar as suas qualidades, e é por isso que as crianças tomaram uma parte importante no evento aprendendo a amar sua pátria e a ser francês nos dias de hoje, resultado da sequência de todas as gerações que vieram moldando sua cultura, desde a mais remota antiguidade.
Bem diferente de nós, que buscamos a qualquer custo denegrir e enxovalhar, os personagens de nossa História, muitas vezes induzidos por mestres e doutores de nossas universidades, que deveriam ser os primeiros a julgar os fatos do passado no contexto mesmo de sua evolução histórica, e não de seus interesses e preconceitos pessoais. Os portugueses sumiram da história e passaram a ser tratados como "brancos" ou "europeus": como se eles fossem todos iguais, dificultando ou deformando a análise do passado; os bandeirantes são "genocidas" e "escravocratas", numa época em que todo mundo praticava a escravatura, inclusive os chefes africanos, fruto da perda completa do sentido da história como evolução; a Guerra contra o Paraguai, uma guerra entre dois países soberanos, começada pelo Paraguai, tornou-se um genocídio exclusivo do exército brasileiro, livrando a argentinos e uruguaios, que lutaram ao nosso lado, e um êxito de vendas para um autor que não se pejou em falsificar o relato da testemunha ocular mais importante dessa guerra: o Visconde de Taunay; por fim a mesma ignorância dos fatos, indispensável para criar culpa e ódio, para matar o espírito de um povo, aparece na iniciativa bizarra do próprio Congresso Nacional ao eleger Antônio Conselheiro para o Panteão Nacional de Heróis e Heroínas. Uma DESMORALIZAÇÃO.
http://img.over-blog-kiwi.com/0/57/78/77/20140430/ob_c43a40_imgp4671.jpgAÍ CRIANÇADA!
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A CAVALARIA POLONESA COM SEUS QUEPES DE QUATRO PONTAS EM VERMELHO, E LANÇAS COM BANDEIROLAS. À FRENTE UM OFICIAL DOS HUSSARDOS, COM SEU CHAPÉU DE PELO DE URSO E MAIS ATRÁS OUTROS HUSSARDOS COM PENACHO BEM GRANDE NO QUEPE - OS HUSSARDOS ERAM A ELITE DA CAVALARIA
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A VELHA GUARDA, COM A TRADICIONAL BARBA. ELES ESTÃO DE AVENTAL PORQUE FAZEM PARTE DO GRUPO DE SAPADORES - ESPECIALISTAS EM DESTRUIR POSIÇÕES FORTIFICADAS
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A INFANTARIA DA VELHA GUARDA COM O SEU UNIFORME IMPECÁVEL, COMO ERA EM 1814. A HISTÓRIA DESFILANDO NAS RUAS.
Se quiserem ver isso em filme é mais interessante
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