23 agosto 2024

KARL MARX PARA OS ÍNTIMOS - 3

 

https://i.imgflip.com/4hbi4u.jpg

https://imgflip.com/meme/42957550/karl-marx?sort=latest

(Veja o que está escrito no meme acima: "Se Jesus tivesse um filho, seria como esse cara". Não, não seria, porque Jesus é, por natureza, incapaz de errar. Isso também mostra o absurdo de ignorância e desinformação que se disseminou pelo mundo, aliás a disseminação e o culto em torno de Marx é a principal prova de que a definição do ser humano como um animal racional está completamente errada)

No site em português do jornal espanhol El País, há trechos de uma resenha do jornalista espanhol José Andrés Rojo, do livro de Gareth Stedman, Karl Marx – grandeza e ilusão, do qual eu copiei essas partes mais interessantes. As declarações diretas de Stedman estão em itálico e entre aspas, o resto é de matéria de Rojo, as minhas intervenções estão entre colchetes.

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[Bem, em determinado momento Rojo diz que Marx se entusiasmou muito com as perspectivas revolucionárias da Comuna de Paris, de 1871,  mas esta teve um resultado frustrante ao ser derrotada pelas forças do governo].

“A revolução fracassa. “Os trabalhadores lutaram então pelo sufrágio universal e por ter emprego, aquilo não teve nada a ver com uma sublevação do proletariado contra a burguesia. O que pretendiam era serem reconhecidos como cidadãos da república”, diz Stedman Jones.

É Engels que defende que o capitalismo vai desmoronar por suas próprias contradições”, explica Stedman Jones. “Marx não acredita que a revolução será um acontecimento. Não é a tomada da Bastilha, e sim um processo, uma transição que se parece mais com a que ocorreu do feudalismo para o capitalismo” [alguém diga isso aos marxistas latino-americanos e brasileiros em especial!!!].

 

E como ele imaginava o comunismo? “Os que se chamavam comunistas, lá por 1840, eram os que acreditavam em compartilhar a propriedade. Engels era um deles. Marx, não. Ele pensava mais numa volta às origens da sociedade. Quando entre aqueles longínquos caçadores e coletores havia mais recursos que pessoas, uma certa abundância, não fazia sentido falar em propriedade, que é algo que só surge quando há escassez. Tudo isto é de Adam Smith. A fantasia de Marx era que a sociedade industrial geraria tantos recursos que já não seria necessária nem a propriedade, nem as leis, nem os Governos, nem o Estado”. Desse projeto decorreu todo o resto [quem poderia imaginar isso de Marx? Isso mostra que aqui no Brasil cultuamos um embuste].

Uma vida difícil (e burguesa)

A família de Marx era judia, mas seu pai se batizou na Igreja evangélica da Prússia em algum momento entre 1816 e 1819. Karl se casou em 1843 com Jenny Westphalen, uma jovem de uma família aristocrática que depois também ingressou na Liga dos Comunistas. Tiveram sete filhos, dos quais quatro morreram ainda crianças, e só três mulheres sobreviveram, das quais duas posteriormente viriam a se suicidar [destaque meu]. Desde muito cedo viveu com eles Lenchen, uma criada que herdaram da família Westphalen, e que teve um filho com Marx. A pobreza foi o grande pesadelo que os acompanhou durante longos momentos da sua vida. Sem a ajuda econômica de Engels, que procedia da família de um rico industrial, Marx não teria podido se dedicar à sua obra [Resumindo um pouco: não pegava pesado no batente, era um ‘lenha’ fazer ele produzir textos sistemáticos sobre qualquer assunto, não foi um pai emocional para as filhas, deixou a família passar necessidades, enterrou 4 filhos, mas encontrou tempo de fazer um filho na criada da casa!!! Será que as feministas sabem disso?].

 

"Era um pai de família que queria controlar tudo", conta Stedman Jones. "Uma das suas filhas se apaixonou por um communard francês, mas Karl e Jenny preferiam que se casasse com alguém mais respeitável. Então não lhe permitiam vê-lo. A moça teve que encontrar um trabalho em Brighton para manter a relação, mas até lá a mão da sua mãe chegou... Quiseram sempre manter a imagem de uma família burguesa respeitável. Quando Lenchen ficou grávida, os Marx decidiram contar que o responsável era Engels [Engels assumirá oficialmente essa criança, registrando-a como sua, para livrar o seu ídolo do escândalo]. E este, em seu leito de morte, e como não podia falar porque tinha um câncer de língua, escreveu com giz em uma lousa: 'Eu não fui o pai, o pai foi Marx".

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/04/cultura/1522865179_665829.html


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