https://www.wrecksite.eu/img/wrecks/general_sherman_incident_0.jpg
https://www.wrecksite.eu/wreck.aspx?258085
(O selo comemorativo da Coreia do Norte, acima, mostra a estratégia usada pelos coreanos para vencer a espessa armadura do General Sherman: deixar barcos carregados de material inflamável ser levados pela corrente até abalroarem o Sherman, e ele pegar fogo. Três grupos de barcos incendiários foram lançados até conseguirem o resultado almejado. Não escapou ninguém)
Em 16 de agosto de 1866 o navio mercante armado americano General Sherman, chegou às águas da Coreia e adentrou o rio Taedong, que cruza a atual capital da Coreia do Norte, Pyongyang. Seu porão estava carregado de peças de cobre e latão, tecidos de algodão, espelhos e vidraria, para negociar com a gente local, além de, como ele era americano, muita Bíblia. O problema é que a Coreia, nessa época, era governada pela dinastia Joseon, fortemente isolacionista, assim como o Japão o fora, antes de o almirante Matthew Calbraith Perry forçar a abertura dos portos, em um tratado assinado em 31 de março de 1854. O capitão do General Sherman devia ter também essa esperança.
A notícia daquela audácia consternou o regente Yi Ha-eung, que vinha numa linha dura de isolamento e até extermínio de influência estrangeira, que gerara o massacre de 21 padres católicos franceses e 8 mil convertidos locais, e imediatamente foi despachado um oficial para informar os intrusos que eles não tinham permissão para estar ali e muito menos negociar. os americanos não só não deram bolas para o aviso como prenderam o oficial coreano e a tripulação do seu pequeno barco. Mas para azar dos intrusos o barco encalha, e fica a mercê dos coreanos.
A partir daí a coisas saem de controle. Uma multidão se ajunta curiosa na margem mais próxima do navio naufragado, enquanto chegam tropas e navios coreanos para punir os invasores estrangeiros, que, após um curta luta, que vitima alguns civis, são completamente derrotados e massacrados pelos soldados e a população local, em 2 de setembro de 1866. E o incidente cai no esquecimento, até que a notícia chega às autoridades americanas.
Foi então mandada uma esquadrilha de 5 navios militares à Coreia, que aí chegaram em 28 de maio de 1871, na ilha de Ganghwa, próxima a Seul, a capital do Reino de Joseon e iniciou tratativas com o rei Gojong, que nem quis saber de comércio e muito menos indenizar o General Sherman, afinal os coreanos já haviam vencido uma força expedicionária francesa no final de 1866. Poderiam também vencer os americanos.
Houve então um curta guerra, em que os americanos conseguiram vencer uma pequena flotilha coreana, e ocupar vários fortes, e no final se retiraram, mas sem a indenização pelo Sherman nem um acordo comercial, mas com alguns troféus militares
A Coreia só se abrirá para o comércio internacional no Tratado Japão-Coreia, de 1876.
(Abaixo a gigantesca insígnia do general coreano Uh Je-yeon, que morreu durante a intervenção de 1871, capturada e devolvida em 2007 à Coreia do Sul)
(Abaixo, o ditador da Coreia do Norte, Kim Il Sung, não perde uma. Na sua autobiografia, isso não é relatado em nenhum outro lugar, ele diz que um avô seu, Kim Bo-hyon, e seu bisavô, Kim Ung-u, que também eram revolucionários desde tenra idade, estavam entre os que destruíram o Sherman, ei-los em ação, conforme uma gravura norte coreana. Fora da Coreia do Norte só esquerdista roxo, roxo, roxo, acredita nisso)
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