https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/03/The_Lobby_of_the_House_of_Commons%2C_1886_by_Liborio_Prosperi_%28%27Lib%27%29.jpg/800px-The_Lobby_of_the_House_of_Commons%2C_1886_by_Liborio_Prosperi_%28%27Lib%27%29.jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Lord_Randolph_Churchill
Vemos nessa gravura de Liborio Prosperi, a nata dos políticos britânicos no final do século XIX; mais especificamente em 1886. Os cinco em primeiro plano são: Joseph Chamberlain (1836-1914), sem barba, um liberal radical que transitava entre um partido e outro, e pai do futuro primeiro-ministro Neville Chamberlain e de uma ganhadora de um prêmio Nobel; o segundo, o barbudão ruivo, é Charles Stewart Parnell (1846-1891) um incansável político irlandês, que procurou conseguir, sem êxito, a autonomia da Irlanda, assim como um romance com uma famosa aristocrata inglesa, o que rendeu um escândalo e o fim precoce de sua carreira e sua vida; o velho carrancudo ao centro é William Ewart Gladstone (1809-1898), uma verdadeira 'lenda' política do século XIX, então já em fim de carreira. Muito ingleses o chamavam de GOM (great old man = grande velho sábio), a essa altura o seu maior rival: Benjamim Disraeli, outro monumento político do século XIX inglês, já estava morto; a seguir vem Lord Randolph Henry Spencer-Churhill (1849-1895), com sua pose de ânfora, o pai de Winston Churchill; e por fim o barbudão grisalho, é Spencer Crompton Cavendish 8º Duque de Devonshire e Marquês de Hartington (1833-1903), o mais mineiro dos cinco, foi líder de três partidos diferentes, tanto o Liberal como o Conservador, fez renome na Casa dos Lordes. Se Hartington vivesse hoje (junho, 2024) no Brasil seria com certeza o presidente do Senado, sua presença solene e sua imparcialidade deixaram uma forte lembrança: "era um daqueles homens que só se ver uma vez na vida; ele estava sozinho, nas alturas, e não poderia ter vindo de nenhum país do mundo, exceto da Inglaterra. Ele tinha a figura e a aparência de um artesão, com a brevidade de um camponês, a cortesia de um rei e o barulhento senso de humor de um Falstaff [é curioso pois esse personagem de Shakespeare, considerado o mais cômico de todos, tinha hábitos e humor extremamente populares]. Ele dava uma grande e gostosa gargalhada de todas as coisas adequadas e era possuidor de uma sabedoria infinita. Ele era perfeitamente desinteressado de si mesmo, destemidamente verdadeiro e sem mesquinhez de qualquer tipo. - opinião de Margot Arquith, esposa do 1º Ministro Herbert Henry Asquith, na Wikipedia em inglês (Spencer Cavendish, 8th Duke of Devonshire)
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