27 maio 2024

OPINIÃO: O QUE É A ESQUERDA? (expandido 13.06.2024)

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Eduardo Simões (a Margarida Maria)

O apresentador do canal Meteoro Brasil, Álvaro Borba, do youtube, num debate recente com Mamãe Falei, do MBL, idem, fez uma das perguntas mais difíceis e intrigantes, para quem quer que acompanha política no Brasil, sem falar que é impossível você encontrar pelo menos dois esquerdistas que concordem entre si sobre a resposta de “o que é a esquerda”, tanto quanto é difícil, senão impossível, a gente saber, que raios, para eles, afinal, é a extrema-direita. E isso não acontece por acaso.

Tentando ajudar aos que militam nessa política cristalina que predomina no nosso país, tanto que todos, ou quase todos, têm telhado de vidro, dou algumas sugestões de respostas a essa pergunta dispostas abaixo:

É o extremo oposto da extrema direita, da qual é extremamente idêntica.

É a maior apreciadora de muros e mares, que são o meio mais eficiente para conter a fuga de minorias, traidoras, vermes, reacionárias, etc. para um país capitalista, inviabilizando o país socialista

É a melhor amiga da extrema-direita.

É aquela que tenta fazer a sociedade humana progredir até a Pré-história

Um solipsismo coletivo

A maior esperança da extrema-direita

Um distúrbio intelectual, que faz a pessoa imaginar que só ela sabe o que é a “esquerda”

A quinta-essência de essência alguma

Uma forma exacerbada de egocentrismo infantil, que faz um adulto cogitar a morte de quem pensa diferente dele ou não vê o que ele está vendo.

Uma congregação de velhos senis e jovens imaturos contaminando-se mutuamente

A bandeira dos sem bandeira

Um distúrbio autoimune de fazer um indivíduo ver miragens e alucinações estando aparentemente sóbrio

É uma síndrome que faz a pessoa se embriagar com as próprios desejos e palavras.

Uma incapacidade de enxergar sem a fantasia

A capacidade de só enxergar a realidade quando fantasiada.

Um guia para a liberdade de ser permanentemente guiado.

É um indivíduo que se comporta como um míssil teleguiado, com a diferença que o míssil, ao menos, pode explodir

É a exaustão da racionalidade e do pensamento.

Uma espécie de contrafação mental que transforma a filosofia e a ciência em símbolos de fé.

Acreditar em Papai Noel, porque ele se veste de vermelho e dá presentes que não adquiriu com seu próprio dinheiro.

É quem jura que valoriza o trabalho, falando e pensando só no capital.

É quem se dá ao trabalho de viver do trabalho alheio sem precisar trabalhar.

É a habilidade de transformar literatura de ficção e teorias da conspiração em ciência e programa político.

É você viver com uma mente quadrada num mundo redondo.

É fazer ciência e filosofia citando “autoridades”, e não fatos, como faziam os teólogos medievais, quando justificavam a religião.

São os antinazistas, pois matam milhões de pessoas pela sua causa, como aqueles, e ainda aparecem de bonzinhos.

É uma disenteria mental persistente que consegue transformar genocídio em ação meritória.

São os que dizem que nunca disseram aquilo que estão dizendo.

São os que tentam nos convencer que é chapeuzinho vermelho é o lobo mau, e o lobo mau é o chapeuzinho vermelho, e que no final eles são o lobo mau e seus oponentes chapeuzinho vermelho, e caso contrário é justo o contrário 

É aquele que quer mudar o mundo vivendo da mesada do pai ou de seu melhor amigo

É o que quer destruir o parasita burguês-capitalista, para se tornar um parasita do capitalismo de estado.

É aquele que se enforca sozinho com a corda fornecida por Marx e Lenin.

É o que sente saudades do que nunca foi

É um tipo de sebastianismo sem Sebastião.

São os fiéis mais fervorosos do poder das massas, desesperados por um salvador da pátria.

São os que usam do culto das massas, para exacerbar o culto de um indivíduo.

São os que vivem amolecendo diante de uma ditadura

É o cara que sempre tem algo para não dizer

É um jovem de classe-média-alta arranjando com pretexto para não trabalhar

É alguém que parte para resolver os problemas do mundo, já que não consegue resolver os seus próprios

É um tipo de atrofia mental por falta de uso

São velhos gagás querendo parecer jovens e jovens falando como velhos gagás.

São jovens e muito competentes doutores universitários, cultuando fanaticamente um velho, que se gaba da sua ignorância, na esperança de parecerem mais espertos.

É a capacidade de tornar a mente incapaz de um raciocínio objetivo.

É u tumulto mental que transforma a fantasia de um substituto da realidade na própria realidade

É o processo de transformar fracassos pessoais em material político-sociológico

É uma tipo de complexo de Édipo mal resolvido

É a incapacidade de trocar ideias, porque a troca lembra comércio e comércio lembra burguesia

É o desejo de transformar conflitos pessoais em pretexto para numa guerra mundial nuclear.

É um pequeno burguês com ódio aos grandes burgueses.

Um belo outdoor de uma realidade medonha.

É não crer em nada nem em ninguém e dar sua vida por isso.

É ter visão de águia para supostos problemas da realidade e de toupeira cega para as insuficiências de sua teoria

É o cientista social materialista e hiper-realista que acredita ter descoberto o abre-te sésamo da história.

É a crença de que é pior imaginar-se levando uma tijolada na cabeça do que leva-la de fato.

É ter um coração de mãe, a ponto de acomodar dentro da sua teoria as maiores contradições.

É a capacidade de alguns em encher o seu vazio existencial e a paciência dos outros ao mesmo tempo.

É acreditar que o buraco negro fica mais embaixo.

É viver tentando revogar a lei da gravidade, acreditando que algo que não deu certo em lugar algum do mundo, vai dar certo aqui.

É crer na força de atração do vazio.

É ter os pés e a cabeça na Terra e jurar que está na Lua.

É ter mania por sonho repetitivo

É enaltecer ao mesmo tempo Che Guevara e as pautas identitárias

É ignorar sistematicamente que Engels e Marx consideravam as comunidades LGBTetc. como uma “perversão”.

É falar com o opositor com ares de doutor e chuta-lo com a eficiência de um asno

É errar continuamente o seu próprio nome, se autodenominando “povo”.

É ser uma zebra mental, se questionando continuamente se é um proletário de mentira querendo ser um burguês de fato ou um burguês de fato, querendo parecer proletário de mentira.

É ser ingênuo o bastante para acreditar que o socialismo é possível sem Stalin, a Revolução Cultural e o Khmer Vermelho.

É acreditar, ainda hoje que, o programa quase centenário do Getúlio Vargas, em 1930, “o estado indutor do desenvolvimento”, tenha alguma chance de dar certo.

É negar continuamente a história em benefício de suas próprias e confusas elucubrações mentais.

E ter uma moral absoluta no discurso e uma moral relativa nas ações.

É acreditar-se no futuro, estando mais de 170 anos atrasado (lançamento do Manifesto Comunista)

É ter uma fé descomunal para defender a inutilidade da fé

É todo dia levar uma surra da história e todo dia provoca-la a um confronto.

É não aprender nem com os acertos

É o fim do que não devia nem ter começado.

É usar um computador com uma tecla só: “reset”

É alguém fazer todos os esforços possíveis para não sair do lugar.

É uma paródia do Scooby-doo, com um monte de adolescentes trapalhões e velhinhos transviados, numa máquina de fantasias.

É a máxima negação possível da realidade

É chamar seus próprios medos e desejos de “verdade”.

É uma forma de castração, com um desejo intenso, mas nenhuma realização.

É uma picada para o fim.

É o nome que o fascismo toma, quando quer parecer generoso.

É onde vão acabar os que não aprendem com o brejo das vacas.

É acreditar que a melhor forma de aprender com os próprios erros é multiplicá-los.

É uma grande roubada, no sentido metafísico e literal do termo.

É acreditar que a burguesia não tem outra coisa a fazer além de conspirar para ferrar todo mundo a cada momento. Só falta explicar onde ela arranja tempo para ganhar dinheiro.

É acreditar em luta de classes, Marx, vanguarda do operariado, revolução mundial etc. O resto é realidade.

É evoluir de quase nada para todo nada.

Uma tipo de neurose persecutória.

É Peter Pan com inveja do Capitão Gancho.

É evoluir do vazio existencial para o vácuo absoluto.

A forma mais antiga de não entregar o que prometeu.

É ficar surpreso com algo que está sempre acontecendo: “Fracassamos, ohhh!”

É perder o que nunca teve: senso da realidade.

É viver entre o sonambulismo e a perda de sentido.

É ser afetado pela doença da mosca do mal tsé tsé Tung.

Exceto os esquerdistas que não são nada disso

Aquele abraço!

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