https://s7d2.scene7.com/is/image/TWCNews/AP_Adelson_MedalOfFreedom
https://ny1.com/nyc/all-boroughs/news/2024/08/16/trump-medal-of-honor-medal-of-freedom
A ira dos veteranos de guerra dos Estados Unidos levantou-se
contra Donald Trump, pois num discurso, em New Jersey, ontem (16.08), ele,
referindo-se à Medalha Presidencial da Liberdade, que entregou a Mirian
Sheldon, em 2018 (acima), disse que essa medalha era preferível à Medalha de
Honra do Congresso, entregue a militares por um ato de bravura singular – basta
dizer que dos 40 milhões de homens que serviram as forças armadas dos EUA pouco
mais de 4,5 mil homens receberam essa honraria: muitos postumamente.
Trump disse que a Medalha Presidencial era melhor porque os
que recebiam a Medalha de Honra, estavam feridos ou mortos, enquanto Mirian
estava ali, na frente dele, inteira e bonita, só faltou dizer, fazendo careta,
que os ganhadores da medalha de honra eram majoritariamente HOMENS! O que nos
faz desconfiar de um certo enrustido.
Para você compreender esse arroubo desastrado de Trump, é
preciso considerar a motivação principal, que levou à concessão dessa Medalha
Presidencial: Miriam Sheldon é viúva de Sheldon Adelson, um magnata dos
cassinos, setor caro a Trump, e tanto aquele como sua viúva, sempre ajudaram as
campanhas de Trump com milhões em doações.
Para entendermos melhor a infâmia desse comentário,
basta saber que por quatro vezes Trump impetrou recursos para não ir para o
Vietnã, e por final conseguiu o atestado de um esporão no pé, sendo
definitivamente dispensado – um assessor dele ouviu, numa viagem à França, após ele
se recusar a visitar os cemitérios dos americanos que tombaram lá, na 2ª Guerra,
que esses soldados foram “otários” e “perdedores”.
Não que Trump tenha se descuidado de ser útil ao seu país no
Vietnã, pois, como ele disse, a terrível luta que ele travou, nesse período,
para não pegar uma doença venérea, foi “o meu Vietnã particular”. Ou seja, ele comparou
as suas idas às camas de mulheres do mais variado naipe, às conquistas feitas pelos soldados americanos nas condições miseráveis
daquela guerra, e das outras, para garantir que na sua terra natal, idiotas
tivessem o direito e a liberdade de serem publicamente mais idiotas do que se
poderia imaginar. Tudo bem faz parte do jogo.
Se o Trump tivesse noção do que é viver fora de si, para os outros, ele saberia logo que muitos
daqueles jovens americanos, que foram morrer em terras distantes, o
foram porque não tinham outra alternativa: foram CONVOCADOS, e suas famílias
não tinham os recursos e a malícia da família Trump, para livrar
seus filhos dessas obrigações. Os que não foram para essas guerras por vontade
própria, foram por causa da sua pobreza.
Aliás, ele, que não foi a Vietnã, desfez e do
senador John McCain, um veterano dessa guerra, porque este se opôs ao seu
domínio crescente no Partido Republicano. McCain, foi piloto da
marinha, e, após ser derrubado, viveu prisioneiro por 5 anos, nas mãos do vietcong,
que o torturaram e o deixaram com sequelas físicas permanentes, foi obrigado a ouvir Trump dizer que ele, McCain, não
era herói, que ele, Trump, preferia os heróis que não se deixavam aprisionar,
como se McCain tivesse escolha.
Esse é o padrão Trump de heroísmo. Se você morre numa terra
estrangeira você é um otário, um perdedor, se você não morre, não pode ser
considerado herói – McCain, após a guerra, foi um dos senadores mais laboriosos
e respeitáveis do Congresso americano, sendo eleito por 6 mandatos pelo estado
do Arizona, até morrer em 2018, e foi graças ao seu
voto que o programa de saúde pública para os pobres, o Obamacare, dos
democratas, não foi encerrado. Um homem de convicção e honradez, o oposto de
Trump.
Mas parece, e alguns fatos apontam nessa direção, que os
americanos estão começando a cansar do mau-caratismo de Donald Trump, e se ele
não se cuidar, nem Kamala Harris fazer uma grande tolice, a sua derrota esta
ano será memorável, e até a prisão é possível, mas ele não precisa se
preocupar, pois num país da América Latina igrejas fervorosas se abrem em apoio
a esse farrapo humano, e uma, inclusive, é muito conhecida entre nós.
A primeira letra é MBL.
Fontes
https://edition.cnn.com/2024/08/16/politics/trump-medal-of-honor/index.html
https://ny1.com/nyc/all-boroughs/news/2024/08/16/trump-medal-of-honor-medal-of-freedom
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