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Essa foto, batida em 22 de agosto de 1920 no Morro da Providência ou da Favella, como se escrevia na época, nos coloca de chofre uma questão: onde estão os negros? E com base nela, e em muitas outras, onde abundam crianças brancas e até louras, colocamos as questões: como fica a tese do RACISMO, contra pessoas negras, como elemento determinante no processo de criação das favelas, como aparece nos discursos de alguns radicais? E mais ainda: Para aonde vai a tese do BRANQUEAMENTO, como explicação para o estímulo à vinda de imigrantes europeus no fim do século XIX?
Ora, qualquer um que estude desapaixonadamente, com um mínimo de racionalidade, essa questão põe logo essas afirmações disparatadas em cheque, uma vez que o grande grosso desse movimento era constituído de famílias pobres, de camponeses ou operários, em dificuldades de sobrevivência no continente europeu, a não ser que as elites brasileiras da época fossem tão desprovidas de preconceito contra a pobreza, que achavam natural e até desejável, que seus filhos e filhas se casassem com pobres imigrantes, gente sem eira nem beira, como se dizia, só por causa de seus cabelos claros e seus olhos azuis; uma tese muito difícil de se sustentar.
Infelizmente é preciso que se diga que uma das primeiras marcas dessa imigração foi também a presença de gente loura nos cortiços, favelas e portas de igreja, mostrando imensa dificuldade de se "fazer o Brasil", diferente da América, e que o grande preconceito no nosso país é contra a pobreza, e talvez por isso, ou por meio dela, aos negros, que tem sido historicamente contados entre os estratos mais pobres de nossa população, ou a sua pobreza é mais visível, por ser mais injusta, uma vez que estão associados à pior forma de exploração do trabalho. A escravidão demorou demais, demasiado, exageradamente.
Nesse sentido é melhor promover políticas que estimulem o desenvolvimento econômico, como o liberalismo na economia, a democracia na política, a liberdade de opinião e livre iniciativa na sociedade, a solidariedade nas relações humanas, do que ficar batendo em pautas identitárias ou busca de "reparações" históricas impossíveis de ser mensuradas, que ocultam a busca por privilégios e o desejo de vingança pessoal, a respeito de ações ou comportamentos que não eram ilegais na época em que aconteceram, exigindo uma retroatividade jurídica inconstitucional e obsoleta, o que apenas abrirá e inflamará velhas feridas, causando muito mais dores e novos motivos para outras vinganças, enquanto cria um novo estresse racial desnecessários, divisivo e muito perigoso a longo prazo.
(Na foto abaixo de um cortiço no Rio em 1904. Tutti buona gente. Na foto mais abaixo um cortiço na rua Frei Caneca)
https://www.ifch.unicamp.br/cecult/mapas/corticos/cort01net.jpg
https://www.ifch.unicamp.br/cecult/mapas/corticos/cortimagens1.html



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