27 julho 2024

DESCANSEM EM PAZ.



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https://www.itatiaia.com.br/politica/2024/06/01/justica-condena-homem-que-criou-site-falso-de-kim-kataguiri-que-direcionava-acessos-para-o-de-lula 

O ex-garoto prodígio da política brasileira Kim Kataguiri e os seus amigos cansaram... 

Num post recente feito à rede social X, ele levanta uma série de acusações e insinuações absolutamente gratuitas, beirando à desonestidade, contra a candidata do Partido Democrata, Kamala Harris, ao sugerir que ela é antissemita e esquerdista, no sentido latino-americano da palavra. Vejam abaixo, o teor da postagem de Kim sobre ela, finalizado por um desabafo absolutamente infanto-juvenil.... Quando é que as aulas voltam?

A vice-presidente dos EUA Kamala Harris recusou convite para presidir sessão conjunta do Congresso americano que teve a participação de Benjamin Netanyahu.

A decisão de Kamala foi vista como desfeita diplomática e aceno para ala radical e antissemita do Partido Democrata. Kamala já havia lançado uma advertência direta a Netanyahu em março, sobre os planos de uma ofensiva militar na cidade de Rafah, localizada na Faixa de Gaza.

Kamala Harris já foi classificada como a senadora mais esquerdista dos Estados Unidos em 2019, superando até mesmo o socialista Bernie Sanders, de acordo com um relatório da GovTrack. A análise destacou seu alinhamento com iniciativas de esquerda e sua baixa participação em projetos bipartidários.

E AÍ, IMPRENSA! VÃO COMEÇAR A CHAMAR KAMALA HARRIS DE EXTREMA-ESQUERDA QUANDO?

Isso é o que acontece quando quem não tem uma sólida cultura histórica, nem se cerca de quem a tenha...

Em primeiro lugar, a insinuação que Harris recusou a sessão do Congresso, por aceno à “ala radical e antissemita” dos democratas é no mínimo irresponsável, quando se sabe que ela está superatarefada costurando alianças para viabilizar sua candidatura à presidência. Kim não faria isso, para viabilizar sua eleição ao nosso Congresso?

Essa sede desembestada de lacrar de Kataguiri, valeu-lhe o desmentido cabal de Kamala Harris, que não só recebeu Netanyahu, posteriormente, como condenou com veemência os militantes pró-Hamas, em suas manifestações odiosas, dentro e fora do Congresso. Que papelão Kim Kataguiri!

Em segundo, ele insiste em usar a terminologia equívoca e propositalmente ambígua de ‘esquerda’ e ‘direita’, que nem existe como definição de doutrina ou teoria política consolidada. Não passam de ‘rótulos’ ou ‘etiquetas’ linguísticas, abertas a todo tipo de abuso, como nesse caso. Roger Scruton, em seu “The Palgrave McMillan Dictonary of Political Thought”, diz que esses termos fazem parte do ‘jornalês’, definido por ele como: “Uso preguiçoso da linguagem, destinado mais a cortar atalhos ou a evocar respostas padronizadas, do que a observar e dar sentido aos fatos. Os termos “esquerda” e “direita”, tal como são utilizados agora... são termos do jornalês, que ajudam a arquitetar as reações dos leitores, mas são sistematicamente enganosos como descrições.” (p 352) (tradução livre).

Em terceiro. Qualquer um que não esteja cego pelo partidarismo irracional, vê que o que acontece em Gaza, embora bem diferente daquilo que a nossa 'coisa presidente' propaga, não está isento de críticas pelo volume de destruição e mortes causadas; sem falar que Netanyahu, a pique de ser preso pela justiça de seu país, só tem a ganhar com o prosseguimento da guerra. É essa guerra, com seus milhares de mortos, ameaçando escalar pela região e pelo mundo, que garante a liberdade dele, que ainda não explicou porque Israel foi pego de surpresa – suspeitamos que Flavio Dino não interviu antecipadamente no dia 8 de janeiro, para usar da desordem como pretexto para medidas excepcionais. Quem garante que Netanyahu também não facilitou a invasão? Ele não é um dos que ganha com ela?

Em quarto, a insinuação fica mais suspeita ainda, quando vemos o que o texto do GovTrack realmente diz sobre Kamala Harris (abaixo), e veja que em nenhum momento ela é apontada como esquerdista: em inglês ‘left’, ‘leftist’, e ele ainda ignora uma coisa básica, muito básica: o conceito de esquerda nos Estados Unidos é diferente do nosso; nada tem a ver com o socialismo-marxista, mas antes com o desdobramento do Movimento Progressista americano – que também nada tem a ver com o conceito de ‘progressista’ usado aqui – surgido na década de 1890, antes da Revolução Russa, e articulado à Bíblia e práticas de misericórdia e compaixão próprias do cristianismo, além dos devaneios de Thomas Jefferson, e não com luta de classes.

Aliás, segundo o Antagonista (veja o segundo link abaixo), o GovTrack reviu a classificação de Kamala Harris. Ser precipitado também é uma forma de ser desonesto... Portanto: seriedade rapaz!



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https://oantagonista.com.br/mundo/govtrack-apaga-pagina-que-classificava-kamala-harris-como-a-mais-esquerdista/

Enfim, sob a batuta de Kim Kataguiri e seus amigos, o MBL evolui no sentido de se tornar uma seita trumpista no Brasil, ombreando-se com os bolsonaristas, enquanto se diz liberal-conservador – o seu facciosismo trumpista é tão intenso, que um de seus membros mais elogiados, durante uma ‘live’ para analisar o quadro das eleições nos EUA, começou por apostar mil reais com quem quisesse, como Trump venceria as eleições. Isso não é análise, isso é militância fanática, a mesma que eles criticam nos órgãos da mídia a favor dos socialistas.

Assim se perde precocemente, eu creio, mais uma bela tentativa de criar um movimento liberal-conservador, sério, consistente, que faça frente a um movimento socialista-marxista mais que centenário, e que ao longo dos anos só tem atrasado as ciências, as relações humanas, a economia do pais e a prosperidade de nosso povo, pois ao invés de envidar esforços para abrir e ampliar um novo caminho na política brasileira ou o novo rosto dessa política, o MBL prefere trabalhar na harmonização facial da velha política, um cadáver já em avançado estado de putrefação, correndo o risco de ficar cada vez mais parecido com ela.

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