18 março 2024

NA ESCOLA SUMERIANA

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Vida dura, a de estudante nas antigas escolas sumerianas, a edubba. Grandes blocos de alvenaria fazem as veze de cadeira, quase não há feriados ou férias, e os exercícios consistiam basicamente da copias intermináveis de antigos textos ou outros preparados pelo professor, além de uma quantidade interminável de contas matemáticas. Mas as famílias nobres e as mais abastadas sempre achavam que compensava, pois ela abriria ao educando a possibilidade de, no futuro, servir como escriba no palácio real, uma profissão que dava dinheiro e muito prestígio, o que, nas condições daquela época, significava principalmente isenções ou o privilégio de fazer coisas que não estavam ao alcance, embora estivesse no desejo, das pessoas comuns, sem sofrer maiores consequências - sonho de muitos políticos brasileiros até hoje, assim como os de chefões e chefetes de quadrilhas nos nossos subúrbios. Como o suporte para a escrita era a argila, os meninos, e só eles, ficavam todos sujos de argila, que carregavam em  porções em suas sacolas aos seus pés. As meninas não entravam. Nas tabuinhas já encontradas, os arqueólogos traduziram um relato ingênuo de um menino que estava tendo dificuldades na escola, apanhando muito do mestre, como era de praxe, por não aprender no ritmo que este queria. O pai, preocupado que o professor se desinteressasse do aluno, o que seria um desastre, resolveu convidar o mestre para um jantar, deu-lhe de presente uma bela saia de pele de carneiro, e o professor, satisfeito, disse-lhe que ia, dali pra frente, prestar mais atenção nos progressos do garoto, e até fez-lhe alguns elogios, para a alegria de todos e o nosso conhecimento de que, lá, os salários dos professores não era grande coisa... Como naquele outro país, com uma diferença: lá os pais ainda tentam agrada-los, aqui eles os ameaçam. 


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