29 julho 2024

GRANDES ESPERANÇAS



https://www.economist.com/interactive/us-2024-election/_app/immutable/assets/20240727_favourability-mobile336_copy_2.CKe-wxbf.png

https://www.economist.com/interactive/us-2024-election/trump-harris-polls  (se entrarem nesse link verão o gráfico atualizado do ritmo de crescimento da democrata. A situação de Kamala melhorou, em 31.07.2024)

Nesse gráfico, apresentado no site da revista The Economist, de 29.07.2024, vê-se claramente a formidável arrancada da vice-presidente Kamala Harris – que ainda não é a candidata oficial dos democratas, ao mesmo tempo em que se nota a estagnação, embora já seja visível nas enquetes de vários jornais o recuo, de Trump, Republicano, que começa a aparecer em segundo lugar em vários dos estados indecisos; alguns vitais para o colégio eleitoral, enquanto o relógio das redes sociais apontam para atividade frenética de D. Trump, naquilo que lhe é peculiar: espalhar mentiras alarmantes, ofensas grotescas e desinformação generalizada, fazendo muitos temerem por sua saúde física e mental – recentemente o comitê de Trump teve que refazer um mote de campanha, já estampado em diversas camisas, que dizia assim: “Não ponha o velho lá”, pensando em Joe Biden, mas agora ele é o “velho” da campanha. Muitos ficam a imaginar como a personalidade egomaníaca de Trump vai reagir às dificuldades dessa campanha, uma vez que ele, o ‘maravilhoso’ o ‘vencedor’, vem de uma derrota para um “velho sonolento” e agora é ameaçado por uma... mulher... negra... descendente de tudo que ele mais odeia: imigrantes... e, para mal de seus pecados, promotora de justiça criminal, logo pra cima dele, que como o seu avô e o seu pai, adora cometer uns crimezinhos de vez em quando.

Os pobres liberais-conservadores brasileiros certamente se confortarão dizendo: “a The Economist é de esquerda”, um deles até sugeriu o nome ‘The Comunist’ para a revista, mas se lermos a pequena resenha biográfica dos candidatos, abaixo, da The Economist, vemos o quanto essa percepção é distorcida e condicionada, seja pela ideologia seja pela ignorância pura e simples, onde os méritos e as fragilidades de ambos ficam bem expostas. Não esquecer que Trump faz questão de exaltar suas encrencas com a justiça, para se apresentar ao seu público interno, como um homem perseguido.

“Kamala Harris, aos 59 anos, é mais de duas décadas mais nova que Joe Biden, a quem ela provavelmente substituirá como o candidato democrata. Sua falecida mãe era uma endocrinologista nascida na Índia; seu pai é um economista nascido na Jamaica. Na Califórnia, ela venceu eleições de trampolim [jogando para os dois lados] como promotora, inclinando-se para a direita em questões de justiça criminal, ao mesmo tempo em que apelava aos democratas, e foi eleita procuradora-geral do estado em 2010. Desde que chegou a Washington, primeiro como senadora em 2017, a Sra. Harris tem sido mais eficaz em debates e audiências, onde suas habilidades como litigante estão em exibição. Ela é uma criatura da política institucional, não uma visionária ou ideóloga, e tem lutado para se definir em um cenário nacional. Sua corrida presidencial em 2020 fracassou feio. Como vice-presidente, ela é dona do histórico impopular do governo Biden, apesar da importante legislação que ela aprovou para a fabricação de chips domésticos e investimento em energia verde. Se ela quiser derrotar o Sr. Trump, ela precisará responder diretamente aos seus ataques à imigração e estabelecer uma agenda de política interna mais ambiciosa, do que a que o Sr. Biden foi capaz de comunicar.”

“A extraordinária campanha de Donald Trump segue seu mandato não menos notável como 45º presidente dos Estados Unidos, que terminou logo após seus apoiadores encenarem um ataque armado ao Capitólio. Seu suposto papel em instigar o ataque e um esforço mais amplo para anular os resultados da eleição de 2020 resultou em duas acusações criminais, no tribunal federal e no tribunal estadual da Geórgia. Ele enfrenta outras duas, totalizando 91 acusações criminais. Com 78 anos, ele nega qualquer irregularidade. O Sr. Trump é um bilionário que ganhou (e perdeu) muito dinheiro em imóveis, antes de se tornar uma estrela de reality show. Desta vez, sua campanha combina questões familiares de guerra cultural (construção de um muro na fronteira, a "insanidade da questão de gênero de esquerda") com novas queixas (contra os advogados que processavam seus casos e os juízes que os supervisionavam). Em 13 de julho, um atirador atirou no Sr. Trump, em um comício de campanha na Pensilvânia, arranhando a orelha do ex-presidente, mas deixando-o ileso (um espectador foi morto). Depois disso, o Sr. Trump pareceu brevemente um candidato mudado, tentando se apresentar como um unificador em um discurso na convenção republicana em Milwaukee. Mas ele logo voltou aos seus hábitos passados ​​rapidamente, lançando insultos a seus oponentes políticos”.

(traduzido de https://www.economist.com/interactive/us-2024-election/trump-harris-polls)

(situação em importantes estados indecisos. Obs: FOXNEWS é pró-Trump)

https://a57.foxnews.com/cf-images.us-east-1.prod.boltdns.net/v1/static/694940094001/4b2cccfd-4525-4a09-9c26-4bf1cf75596a/26438c08-97a6-4a5b-87b6-e6377bba281e/1280x720/match/896/500/image.jpg?ve=1&tl=1



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