https://www.hey-news.com/world/israel-palestine-conflict-war-origins-explained/
Eduardo Simões (a
Margarida Maria)
É difícil fechar um
entendimento sobre o que se passa na Palestina atual, uma vez que os principais
envolvidos, judeus e árabes, ao fazer o seu balanço, sempre omitem as vezes em
que foram carrascos, além da ação de interesse internacionais que,
embora não sejam judeus ou muçulmanos, usam da tensão e do impacto emocional
desses acontecimentos, para manipula-los de acordo com sua agenda política. Há
uma recusa apaixonada contra qualquer concessão, como se só existissem vítimas
injustificadas de um lado e do outro, como se a última agressão fosse a única.
Para que meus leitores tenham uma ideia mais clara da profundidade dos
sentimentos e da multiplicidade de eventos que amparam esses sentimentos, vou
reproduzir parcialmente alguns verbetes de Wikipedia em inglês que relatam esses eventos – por uma questão de brevidade ficaremos na Palestina e nas suas imediações dando ênfase ao Império Otomano.
As relações entre
judeus e muçulmanos, no início do século VII, na Arábia, eram boas. Embora
alguns clãs judeus tenham convivido com o Profeta e sua gente nas grandes
cidades, a situação se deteriorou,
a medida que ficava claro que esses clãs judeus não se converteriam de livre e
espontânea vontade ao Islã, e a eles foram apresentadas duas alternativas: ou
se convertem ou saiam das cidades. Os clãs e tribos judaicos, vencidos, tiveram
que migrar.
A caso do clã Banu Kuraiza foi mais grave, porque, por uma razão obscura, foram considerados traidores. Os homens aprisionados, em torno de 750, foram decapitados, e suas mulheres e crianças vendidas como escravos. Uma das razões dessa animosidade era, segundo a Jewish Encyclopedia, era que corria um boato de que os judeus, por meio de sortilégios e feitiçarias, impediam que o profeta tivesse um filho.
Em 640, o califa
Omar, desrespeitando o acordo feito entre os judeus e o Profeta, expulsou seus
últimos remanescentes judeus da Arábia, mas a questão permanecia: o que fazer
com os povos vencidos, que permaneciam inconversos em território dominado. Ao longo dos séculos buscou-se criar uma fórmula de convivência,
variável de uma região para outra, dentro da profusa, e por vezes confusa,
diversidade dos povos islâmicos, no contrato da Dhimma, nem sempre aplicado com
o espírito de justiça, que se esperava...
Segue agora abaixo uma relação não exaustiva de conflitos entre judeus e muçulmanos, na área da Palestina e arredores, com foco principalmente na ação da Turquia, que durante 600 anos dominou a região, até ser expulsa por ingleses e árabes, na Primeira Guerra Mundial.
1267: O sultão
mameluco (egípcio) Baybars proíbe os judeus de entrar no túmulo dos Patriarcas
em Hebron; a proibição terminou em 1967, após a Guerra dos Seis Dias.
1270: O sultão
Baibars resolve queimar todos os judeus, tendo sido cavada uma enorme vala para
isso, mas no último momento ele voltou atrás, mas exigiu um pesado tributo. Durante
a sua cobrança, porém, muitos morreram.
1295: Ghazan Khan converte-se em muçulmano, no Iraque, e obriga os judeus a converterem-se também. O mais famoso desses convertidos foi Rashid al-Din Hamadani, um médico, historiador e estadista, que adotou o Islã para avançar na corte. Em 1318 ele foi executado sob falsas acusações de envenenamento do rei.
1517: Pega no meio
da disputa entre turcos e egípcios, a comunidade judaica de Safed, na Galileia,
foi atacada pelos soldados turcos a pretextos superficiais, sendo
minuciosamente saqueada, com alguns de seus membros mortos, feridos e
estuprados. Os sobreviventes (homens, mulheres, crianças e velhos) foram levados
ao centro da cidade, despidos de suas roupas e afugentados, nus, para os matos,
como a animais. Esse mesmo tratamento também foi aplicado à comunidade judaica
de Hebron...
1630-1700: Período
dominado pela influência da seita Zaydi, no Yemen, que por meio do Decreto dos
Órfãos, fez uma leitura ainda mais estrita do contrato da Dhimma: “os judeus
eram considerados impuros... proibidos de tocar na comida de um muçulmano ou em
um muçulmano... eram obrigados a humilhar-se diante de um muçulmano, a caminhar
pelo lado esquerdo e cumprimentá-lo primeiro... Ao entrar no bairro muçulmano,
um judeu tinha que tirar os calçados e andar descalço. Se atacado com pedras ou
punhos... um judeu não tinha permissão para revidar.” (Wikipedia em inglês; Yemenite Jews).
1650: Na dinastia
persa safávida, havia a forte restrição á presença dos judeus, uma vez que eram
ritualmente impuros. Em vista disso “... foram excluídos dos banhos públicos
usados pelos muçulmanos... foram proibidos de sair durante a queda de chuva
ou neve, pois a "impureza" poderia ser levada, pelas águas, até um muçulmano. Em 1656, o Xá Abbas II decretou sua conversão forçada, e os
expulsou de Isfahan, uma cidade sagrada para os xiitas (idem; Persian Jews)
1660 ou1662:
massacre de judeus em Safed e Tiberíades, devido a confrontos entre turcos e drusos
(muçulmanos) na Palestina.
1679-1680: Os
judeus do Yemen são expulsos das cidades onde moravam, e transferidos para
Mawza, uma região desértica e hostil, onde muitos pereceram. Anteriormente o
rei os mantivera três dias nus, sob o sol, para força-los à conversão. (idem; Mawza Exile).
Durante o século XVIII há notícias de grandes perturbações e massacres de judeus na África do Norte e Ocidental, em especial na Argélia e no Marrocos. Constatamos também a impressão de uma violência antijudaica crescente no mundo islâmico, seja por força da melhoria das comunicações, que deram maior divulgação e esses eventos, seja por força do crescente poderio econômico das comunidades judaicas ocidentais, turbinadas pelo desenvolvimento das forças capitalistas e da noção burguesa de direitos naturais, sociais, políticos e nacionais, que de alguma forma começaram a contaminar as comunidades judaicas espalhadas pelo mundo, tornando-as menos propensas a encarar como “natural” os ataques que vinham sofrendo, tanto de cristãos como de muçulmanos. Os judeus começam a agir violentamente.
1834: Massacre de
Hebron, durante a repressão de uma revolta camponesa palestina,
pelas tropas egípcias a serviço do sultão. Os soldados, a pretexto de que os
judeus estavam ajudando os revoltosos, praticaram os piores excessos, matando
12 pessoas da florescente comunidade local. Outro massacre também ocorreu na
cidade de Safed, igualmente saqueada durante a repressão a essa revolta, e mais
uma vez os judeus foram despidos e levados a se esconder, nus, nas matas ao
redor. Em 1838, foi a vez de nômades drusos, muçulmanos,
saquearem a comunidade judia de Safed
1839: Pogrom de Mashdad,
no Iran, quando um falso boato propagou que uma mulher judia supostamente
manipulara o sangue de um cachorro de forma inadequada. Uma multidão a destruiu
e saqueou casas e sinagogas, além de assassinarem entre 30 e 40 judeus, que não
quiseram se converter.
1860: Judeus em
Hamadan, no Iran, acusados de zombar das cerimônias islâmicas, têm o nariz e as
orelhas cortadas. Já em 1863, nessa mesma cidade, um judeu é morto e vários são
atacados e feridos sob acusação de insultar Mohammed.
1866: Em Babol ou
Barforush, no Iran, a intervenção dos embaixadores inglês e francês contra a
conversão forçada de judeus, levou o Xá a anular a lei, mas levou uma multidão
irada às ruas que matou uns 18 deles. Eis o que diz Israel Joseph Benjamin sobre
a situação dos judeus no regime da dhimma no Iran: “Eles são obrigados a viver
numa parte separada da cidade…; pois são considerados criaturas impuras… caso
entrem numa rua habitada por muçulmanos, são atacados pelos rapazes e pelas
turbas com pedras e terra… Se um judeu é reconhecido... Os transeuntes cuspiam em seu
rosto e às vezes batiam nele... Se um judeu entra em uma loja... ele está
proibido de inspecionar as mercadorias... Se sua mão tocar incautamente as
mercadorias, ele deve levá-las pelo preço que o vendedor quiser... Às vezes, os
persas invadem as residências dos judeus e tomam posse de tudo o que lhes
agrada. Caso o proprietário faça a menor oposição em defesa da sua propriedade,
ele incorre no perigo de expiar isso com a sua vida... Se... um judeu aparecer
na rua durante os três dias do Katel, no início do Muharram (um momento sagrado)...
ele com certeza será assassinado”. (Wikipedia em inglês; Persian Jews; Allahdad).
1892: As
autoridades islâmicas de Hamadan, Iran, baixam um decreto obrigando os judeus a
observarem escrupulosamente as normas prescritas na dhimma local, sob pena de
morte. Posteriormente eles foram colocados entre a opção da conversão ou da
morte. Aparentemente isso era uma forma de manifestação popular contra a
“intromissão” de estrangeiros no trato deles com os judeus, e ao mesmo tempo o
início de uma mentalidade de que os judeus estariam mancomunados com os
Ocidentais, supostamente “cruzados”.
1897: Em Chiraz, no
Iran, multidões se levantam e matam 20 judeus e queimam três sinagogas; mas o
pior aconteceu em 1910, quando o corpo desenterrado de um menino judeu é
“confundido” com o de uma menina muçulmana, que os judeus teriam matado
ritualmente, sem falar de restos do Corão “descobertos” na fossa de uma casa
judaica. Multidões ficam histéricas e atacam os judeus. Doze morrem linchados,
e uns 60 são feridos. Todas as casas do bairro judeu são saqueadas. “Pogroms, conversões forçadas e expulsões
varreram Zarqon, Lar, Jahrom, Darab, Nobendigan, Sarvestan e Kazerun (cidades
iranianas). Jamshid Sedaghat, um historiador de Shiraz, disse que os ataques aconteciam
anualmente durante o final do século XIX, terminando como resultado da pressão europeia.
O último deles ocorreu em 1910” (idem; Shiraz
Pogrom) .
1920: Uma milícia
xiita, acompanhada de beduínos, atacou a comunidade agrícola judaica de Tell
Hai, causando 8 mortos entre os judeus e 5 do seu lado. A comunidade foi
destruída e abandonada. Pouco depois, um grande motim explodiu em Jerusalém,
deixando 5 judeus e 4 árabes mortos e centenas de feridos. (idem Nebi Musa Riots).
Em 1920, como uma
resposta a essa violência e à hostilidade crescente dos árabes palestinos à
imigração de judeus, foi criado um grupo paramilitar, responsável pela defesa
dos assentamentos judaicos, organizado pela Agência Judaica, órgão responsável
pelo controle administrativo das comunidades judias na Palestina. A Haganá
1921: Motim de
Jaffa, que começou com duas facções judias se pegando nas ruas: marxistas
contra não marxistas. Os árabes aproveitaram e entraram na luta contra os
judeus em geral, e a violência se generalizou. No final 47 judeus e 48 árabes
estavam mortos, e mais de 200 feridos de ambos os lados. A violência, iniciada
em Jaffa, se espalhou pelas comunidades próximas. Numa delas foi assassinado,
junto com o filho e o genro, Yosef Haim Brenner, um dos criadores da moderna
literatura hebraica (idem; Jaffa Riots).
1929: Os horrorosos
Motins da Palestina de 1929, começaram em Jerusalém, numa disputa sobre o
acesso ao Muro das Lamentações, além de boatos que os judeus iriam ocupar o
monte Sião e destruir a Mesquita de al Aqsa. Os confrontos que começaram em
Jerusalém e logo se espalharam por quase todas as grandes cidades e comunas
rurais próximas (a Wikipedia em inglês, lista confrontos em 28 localidades
diferentes), causando morte a 133 judeus contra 116 árabes, e ferimentos em
mais de 500 pessoas. Esse incidente já mostra o quanto os judeus estavam evoluindo
para se defender, no mesmo nível, dos ataques (idem; 1929 Palestine Riots; 1929 Hebron Massacre; Shaw Commision; Passfield White Papers; Irgun; Haganah).
Os judeus começaram organizar secretamente grupos de revide,
no espírito da antiga Lei de Talião, principalmente o Irgun, (1931-1949), e o
Lehi ou Stern, (1940-1948), dispostos não só a revidar na mesma moeda como
causar o maior estrago possível, inclusive contra os britânicos, responsáveis
pela morte do fundador do Lehi, Avraham Stern, em 1942, ao mesmo tempo em que
estes, os britânicos, eram atacados pelos árabes que os acusavam de fomentar a imigração
judaica.
1933: Tumultos em Haifa,
uma greve geral árabe, contra os pedidos de imigração de entidades judaicas
começou uma série de confrontos sangrentos entre árabes e policiais árabes, a
serviço da Inglaterra, que era a potência Mandataria da Palestina, enquanto não
se resolvia a questão árabe-judaica. Em Haifa houve ataque a um caminhão com
judeus, e cinco pessoas ficaram feridas (idem; 1933 Palestine Riots)
1936: Motim em
Jaffa. Dois judeus são assassinados numa estrada, e o grupo terrorista judeus
Irgun, mata dois árabes. No sepultamento dos judeus a multidão ataca os árabes.
Corre a notícia que os judeus estão massacrando árabes. No final 14 judeus morrem contra 2 árabes.
1936-1939: Levante
Árabe na Palestina. Motivado pela presença inglesa e a associação feita, pelos
árabes, entre esta e o crescimento da comunidade judaica. Foi uma espécie de
guerra civil, que matou mais de 262 britânicos, 500 judeus e uns 5 mil árabes.
Os feridos somaram 550 britânicos e 15 mil árabes. Nesse levante, teve papel
relevante Amin al Russaini, o mufti de Jerusalém, uma importante autoridade
palestina, que, por causa dos judeus, tomou o lado dos nazistas e se tornou um ardoroso
defensor do antissemitismo. Nesse conflito o grupo terrorista judeu Irgun
realizou uns 20 massacres, matando quase 300 árabes, contra 40 judeus mortos em
meia dúzia de ataques ou emboscadas. A correlação de forças, na Palestina,
começa a mudar.
1946: Atentado ao
Hotel Rei David, perpetrado pelo Irgun, mata 47 árabes, 28 britânicos e 17
judeus, e 5 outras pessoas. O Irgun telefonou antes, avisando do atentado, mas não
se fez a evacuação. Os judeus sempre tentaram diminuir a gravidade desse ato
terrorista, e um de seus planejadores, Menachem Begin, tornou-se
Primeiro-Ministro de Israel, de 1977-1983.
1947: Motins de
Jerusalém, provocados pela aprovação, pela ONU, da Partilha da Palestina, matam
8 judeus e vão gradualmente preparando a região para a Guerra Árabe-israelense de
1948. Nesse período, 1947-1948 houveram batalhas envolvendo forças militares em
campo aberto, mas também massacres provocados pela iniciativa de pequenos
grupos ou organização terrorista, como o Irgun, vitimando judeus, árabes e britânicos.
Os principais massacres que ocorreram nesse período foram: I) Massacre de
Al-kishas, quando 12 árabes, incluindo 5 crianças foram mortos, II) a explosão
de uma bomba na porta de Damasco, Jerusalém, matando 11 árabes e 2 britânicos, III)
o Massacre da Refinaria de Haifa, com 39 judeus mortos e 49 feridos, IV)
Massacre de Balaid al-Shaikh, uns 50 árabes mortos e 41 feridos contra 2 mortos
e 2 feridos da tropa de elite Palmach, da Haganá, que perpetrou o ataque; V)
atentado do Comitê Nacional Árabe, com um carro bomba: 26 árabes mortos,
centenas de feridos; VI) Atentado do Hotel Semíramis, de propriedade cristã,
suposto centro árabe de comando, 26 civis mortos; VII) Atentado do Portão de
Jafa, carro-bomba mata 20 árabes (esses carros-bombas usavam as chamadas
bomba-barril, inventada por um técnico do Irgun); VIII) Massacre de Sa’sa’, em represália a um
ataque mortífero de uma unidade árabe, a Haganá arrasou esse povoado, matando
umas 60 pessoas de todas as idades; IX)
Atentado da rua Bem Yehuda, um carro-bomba matou quase 60 judeus; X)
Atentado da Agência Judaica Para Israel: 13 judeus mortos e muitos feridos, com
carro-bomba; XI) Massacre de Al-Hussaynyyia, quando Palmach matou uns 30
aldeãos árabes dessa localidade; XII) Massacre de Deir Yassin, realizado por um
consórcio de combatentes do Irgun, da Palmach e do Lehi, mataram de 100 a 120
aldeões árabes, que sustentaram uma luta causando 4 mortes entre os judeus, em
que pese o estado judeu manter os informes sobre o que aconteceu em Deir Yassin
secretos, há muitos indícios e testemunhos de que aí aconteceu um dos mais
infames e covardes massacres que se tem notícia na região; XIII) Massacre do
Comboio Médico de Hadassah, uma vingança por Deir Yassin, aí morreram 79 médicos
e enfermeiras da Haganá; XIV) Massacre de al-Zheithun, onde cerca de 70 aldeões
árabes morreram; XV) Massacre de Kfar Etzion, quando 123 judeus foram mortos
por árabes das aldeias ao redor, unidos pela vingança a outras atrocidades.
Vários judeus teriam sido mortos após a rendição (os judeus fizeram o mesmo em
Saliha, logo depois); XVI) Massacre de Abu Susha, quando uns 60 aldeões árabes
foram mortos e outros abusados; XVII) Bombardeio da Estação Rodoviária de Tel
Aviv, pela aviação egípcia, deixando 40 mortos e cem feridos; XVIII) a Expulsão
dos palestinos de Lod ou Lydda, antecedida pelo massacre de umas 300 pessoas,
muitos palestino moradores e refugiados da guerra, foram expulsos para áreas
sob domínio árabe, com uns 350 morrendo no caminho... etc. etc. etc.
Essa guerra deixou patente que os judeus já tinham condições de revidar numa intensidade ainda maior aos ataques contrários, e o fariam. E a sequência de ataques só faz piorar, principalmente porque o conflito passou a ser instrumentalizado de fora, com o apadrinhamento das duas superpotências, União Soviética e Estados Unidos, que usavam o conflito em seu projeto hegemônico mundial – Israel, com comunidades socialistas, os kibutzs, eram apoiados por um país capitalista, os EUA, enquanto os países árabes e palestinos, que viviam uma realidade ainda pré-capitalista, eram apoiados por um potência “socialista”, a URSS. Um acordo de paz ficava cada vez mais distante.
Ataques em Israel
após a Independência
1954: Massacre de
Ma’ale Akrabim, pelos árabes, com 11 mortos e 1956: Massacre de Kafr Kassim, pelos
israelenses, matando 47; 1970: Bombardeio do ônibus escolar de Avivim, 12
judeus mortos; 1972; Massacre do Aeroporto de Lod: 26 judeus mortos; 1974:
Massacre de Kyriat Shmona, 18 judeus
mortos; 1974: Massacre de Ma’alot, 31 judeus mortos; 1975: Bomba do quarteirão
de Zion, 15 mortos; 1976: Bomba da Rua Ben Yehuda, 1 judeu morto; 1978:
Massacre da estrada costeira: 38 israelenses mortos. 1994: Atentado ao ônibus
na rua Dizengoff (Tel-Aviv]): 22 judeus mortos; 1995: Massacre de Beit Lid, 23
judeus mortos; 2001: Massacre do restaurante Sbarro, 15 morto; 2001: Massacre
da discoteca Dolphinarium, 21 mortos; 2002: Bomba na Universidade Hebraica, 9
mortos; 2002: Massacre do Bat Mitzvah, 7 mortos; 2002: Massacre de Yeshivat
Beit Yisrael, 11 mortos; 2002: Bomba do
Café Moment, 11 mortos; 2002: Massacre da Páscoa, 30 mortos; 2002: Massacre de
Kiryat Menachem, 11 mortos; 2003: Massacre da Rodoviária Central de Tel-Aviv,
23 mortos; 2003: Bomba no ônibus Shmuel HaNavi, 24 mortos; 2008: Massacre
Mercaz HaRav, 8; 2008: Ataque com Bulldozer em Jerusalém, 3 mortos; 2014 Ataque
à sinagoga em Jerusalém, 5 mortos; 2016: Atirador em Tel Aviv, 4 mortos; Ataque
a Bersheba, 4 mortos; 2022: Tiroteio em Bnei Brak, 5 mortos. Depois vieram os
massacres resultantes dos ataques do 8 de outubro de 2023 que resultaram em
1.400 mortos.
Ao todo foram 26
atentados, entre os mais impactantes, listados pela Wikipedia em Inglês (List of Massacres in Israel), antes de 7
de outubro, totalizando uma 425 pessoas, civis em atividades do cotidiano,
próprias de um estado de paz ou não agressão. Israel em geral respondia por
meio de ações de forças especiais que se infiltravam entre os palestinos e
matavam aqueles identificados como mandantes ou perpetradores. Os ataques mais mortais,
aconteciam justamente quando Israel estava encetando negociações de paz com
algum estado árabe ou em vias de se encontrar uma solução pacífica para essa situação.
Massacres na
Palestina, depois da partilha
1990: Massacre de
Richon LeZion, 7 palestinos mortos por um atirador israelense de 21 anos, a que
se seguiram violentos protestos que mataram mais 13 (esse ataque foi dentro do
território de Israel). O assassino recebeu um pena branda, 40 ano de prisão;
1994: Massacre da Caverna dos Patriarcas, 29 palestinos mortos, por um judeu
ultra-hortodoxo americano, a 11 anos em Israel. Mais mortes aconteceram nos
conflitos com a polícia; 2009: Bombardeio da Mesquita Ibrahim al-Makadma, 16
mortos. A mesquita foi atacada por forças israelenses, a pretexto de que o
Hamas aí escondia armas e munições, em prédios das imediações. As investigações
não foram conclusivas; Massacre de Itamar, 5 mortos. Itamar é um assentamento
judaico dentro da Cisjordânia, e os mortos são todos judeus membros de uma
família judaica. A criança menor, de 3 meses foi degolada.
Ao todo foram 4
episódios relatando araques intencionais de judeus a palestinos, que redundaram
em massacres, num total de 65 mortos (um quinto massacre, embora em área
palestina, vitimou uma família israelense), além, decerto, de uma infinidade de
incidentes, as vezes fatais, envolvendo duas ou mais pessoas que eventualmente
se pegam nas ruas, por ódio recíproco, seja por causa da crença da
superioridade de sua religião, seja pela lembrança de tantas violências no
passado, remoto e recente, as do presente e as que ainda virão.
Alguém duvida?

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