Causou bastante impacto a debochada, parcial e grosseira fala
de Lula sobre as justas queixas de Maria Corina Machado, candidata com real
possibilidade de vencer Maduro nas eleições venezuelanas, impedida de concorrer
a cargos públicos pelos próximos 15 anos, por supostas “irregularidades administrativas”.
Lula, lembrando o caso dele, portanto comparando a democracia,
ainda que capenga, do Brasil, com a ditadura escandalosa da Venezuela, disse
que: “ao invés de ficar chorando, eu indiquei outro candidato”. Mas se nós
trouxermos à baila as declarações de Lula na época da eleição de 2018 veremos
que ele chorou um bocado antes de indicar um candidato. Eis o que ele disse
textualmente: “Se o Lula [reparem
como ele se refere a si mesmo] for
proibido de ser candidato por uma decisão política do judiciário, obviamente
está se montando uma fraude”, e mais: “Quero
que o PT me indique à Presidência. Se não for como candidato, serei como cabo
eleitoral. Se o PT quiser, estarei como candidato à Presidência, aconteça o que
acontecer [está propondo uma rebelião contra a decisão da justiça?]. CHOROU
MUITO E CHOROU FEIO.
A situação é pois seguinte: Lula, ou o Lula, para ninguém
confundi-lo com o cefalópode, condenado por uma democracia, em várias instâncias
judiciárias imparciais, por uma carrada de provas testemunhais e documentais públicas,
das quais jamais foi absolvido, chora copiosamente, acusa de “fraude”, e até
ameaça atropelar o sistema político-eleitoral, hoje debocha de alguém que é impedida
por razões absolutamente fictícias, burocráticas, denunciadas por países
democráticos, em tribunais políticos, que o Lula finge, ou não, que não consegue
ver, em função, quem sabe, da idade, de uma condição senil, etc. enquanto leva
o nosso pais ao lado de regimes ditatoriais e miseráveis, em especial na
América Latina e África, ao mesmo tempo em que aqui se faz todo tipo de
atropelo judiciário para colocar supostos “agressores da democracia” atrás das
grades, todos da oposição, enquanto pululam projetos interessados em coibir a
liberdade de expressão e a atividade empresarial livre.
Será que devemos nos preocupar com a saúde mental do nosso
presidente, ou isso faz parte de um plano consciente, articulado, para
transformar o regime do país, aos poucos, como o sapo cozido na panela, de
democrático em autoritário, com a ajuda de um judiciário escandalosamente politizado,
ou será que está em andamento um projeto para transformar o brasil numa
democracia totalitária?
Criaremos uma ditadura em defesa da democracia, como
aconteceu em 1964?
(fonte: https://exame.com/brasil/lula-diz-a-midia-estrangeira-que-eleicao-sem-ele-seria-fraude/)

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