https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/ff/Fran%C3%A7ois_Flameng_-_Marie-Antoinette_se_rendant_au_supplice.jpg/450px-Fran%C3%A7ois_Flameng_-_Marie-Antoinette_se_rendant_au_supplice.jpg?20201010202115
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Era quase 11 horas da manhã, de 16 de outubro de 1793, quando a conspiradora franco-austríaca Maria Antonieta Joana de Habsburgo-Lorena, quase 38 anos, Rainha da França, parte na infame carroça de duas rodas, que antes levava o lixo da cidade, e agora leva os condenados à Place de la Concorde, em Paris, onde ficava armada a principal guilhotina de Paris, o instrumento de execução de todos os inimigos reais e imaginários da Revolução, rumo ao seu destino. Ao seu lado, vemos um padre olhando para baixo, constrangido, ao lado de uma Maria Antonieta indiferente e voluntariosa, sentindo fortemente a humilhação de seguir naquele carro, com as mãos amarradas. Esse padre foi-lhe oferecido pelos revolucionários, é um padre constitucionalista, logo prestou juramento à Revolução e o seu título e nome é Abade Girard, da paróquia de St Landry - Girard foi um entusiasta da Revolução, embora mais tarde tenha se retratado desse deslize, muito convenientemente em 1795, e como não era o seu confessor, Maria Antonieta recusará decididamente os seus serviços. Ao redor as pessoas gritam palavrões e desaforos, enquanto 30 mil soldados, espalhados por todo o percurso, evitam que a multidão faça justiça com as mãos e qualquer tentativa de resgate de última hora. Ela vai vestida de branco e não de negro, porque os revolucionários que o preto, que seria o normal, afinal ela acabara de perder o marido, causasse algum sentimento de piedade entre as pessoas. Ao subir o cadafalso, sempre serena e firme, ela pisa no pé do carrasco, o famoso Henri Sanson - filho de outro carrasco famoso, Charles-Henri Sanson, que se aposentou após guilhotinar o rei, marido dela - lhe dizendo na ocasião: "desculpe senhor carrasco, não foi minha intenção pisar no seu pé". Estas foram suas últimas palavras. Às 12:15 h tudo estava acabado. Dizem que quando a carroça chegou junto à guilhotina, o Abade Girard, querendo dar uma de padre fiel, teria dito para ela, "Coragem, minha filha", a que ela respondeu com desdém: "Agora que vão acabar os meus sofrimentos, o senhor acha que me faltará coragem?"
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